sexta-feira, 31 de maio de 2013

E agora?

Os céticos diriam que estou pirando, mas eu realmente tenho a sensação de que sugo a energia negativa das outras pessoas. Bobagem, eu sei, mas prefiro pensar isso do que admitir que sou louca e que a vontade de chorar por nenhum motivo é doença mental. De uns dias pra cá venho sentindo isso mais intensamente ainda. Uma sensação de carregar um peso nas costas quando estou perto de certas pessoas, uma vontade de ficar longe, uma angustia... uma coisa estranha. Gente que me deixa cansada, sem forças e sem vontade de sorrir. Talvez seja só cansaço, pelo fato da vida estar corrida e espero que seja isso mesmo. Mas e se for as pessoas? O que devo fazer? Tenho medo da resposta pra essa pergunta.

terça-feira, 28 de maio de 2013

If

Se eu fosse a protagonista de uma história, nós ficaríamos juntos no final, uma pena isso ser vida real. Se eu fosse a roteirista de uma história, nos teríamos nos conhecido há muito tempo atrás, por que todo tempo do mundo ao teu lado ainda não me satisfaz. Se eu fosse a diretora de uma história, eu só teria uma direção: você.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Queria

Queria ter sido importante e não descartável. Queria ter te marcado, ter importado, ter sido indispensável. Queria que tivesse sido verdade, que meu olhar fizesse você notar que eu sou sua metade. Queria ter feito parte da sua história, uma página na memória, um alguém que você amou. Um pena tudo ter sido só de um lado e o amor ter dado errado:
o destino não colaborou.

domingo, 19 de maio de 2013

Com todo meu amor


Eu não queria, mas fui forte o bastante pra te ver ir embora. A porta se fechou com toda a força atrás de ti e essa foi a última imagem que tive: tuas costas, teu cabelo e tua nuca, sumindo atrás daquele pedaço de madeira. Uma porta que se fechava mas que não dava, de brinde, janelas de possibilidades. O fim que eu não esperava.  

Tu me disseste: "eu preciso ver o mundo". Então vá, eu não fico triste, mas se tu não encontrar o que tanto procura, volta. Volta, que eu estarei te esperando. De portas, janelas e braços abertos, com todo meu amor. 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aquele da ligação

O único barulho no apartamento era o canto de um grilo que não conseguira por pra fora na última noite. A cabeça cansada de pensar fazia aquele canto parecer mais alto do que era, o que a estava deixando estressada.

- Já não basta os estresses da vida? - pensou em voz alta, fitando os posteres que tinha na parede.

Morar sozinha tinha seus prós e contras. A parte boa era fazer o que queria e andar pelada quando quisesse. A parte ruim era o silêncio, a falta de alguém e a solidão que, há uns dias, resolveu aparecer de mala e cuia. Aquela visita que ninguém quer, tipo parente chato que vem visitar e não sabe a hora de ir embora. 

Entre um gole de vinho e outro de solidão, se pôs a pensar sobre todas as chances que teve de ter companhia. Sobre todas as vezes que não soube definir o que sentia ou quando teve medo de sentir. Como tudo teria sido diferente se ela tivesse feito tal coisa. Pegou o celular e digitou alguns números que os dedos já sabiam de cor. O telefone chamou cinco vezes, já desistia de ligar quando ouviu do outro lado da linha:

- Alô? - suas mãos suavam frio. Há seis meses não ouvia aquela voz. - No momento não estou em casa, deixe seu recado após o sinal. - e agora? O que faria? Deixar recado ou não? - Biiiip...

- Erm, hm, oi Pedro, aqui é a Juliana, eu... - ela queria falar tanta coisa que as palavras se perderam por alguns instantes - eu te liguei pra dizer que eu tô bem. Eu sei que tu talvez não te importe, que eu não fui nada pra ti, que eu fui apenas uma distração para o tédio que é a vida, mas eu quis te lembrar que eu tô aqui, que eu existo e que eu não tô pronta pra seguir em frente. Eu tenho agonia. Agonia de ti por ser um idiota. Agonia da vida por ter te posto no meu caminho. Agonia de mim por ter te deixado entrar na minha vida, na minha casa, em mim! Eu não aguento essa quantidade de vírgulas que o destino tem me feito por na nossa história. Eu preciso de um ponto final. É hora de começar um novo capítulo, seja ele contigo ou não. Eu preciso dizer também que... 

Acabou o tempo da mensagem. Ela discou de novo. Essa foi a primeira vez que Juliana teve coragem de dizer o que estava pensando, ela não pararia ali.

- Oi, sou eu de novo. Continuando... eu preciso dizer que eu sei que eu demorei pra definir o que eu tava sentindo, que eu fui complicada e difícil de lidar, mas eu sou assim, tu sabe... tu até gosta disso, lembra? Eu não consigo acreditar que te perdi, que te deixei escapar, que deixei escapar a coisa mais real que já vivi na vida. Por favor, me dá um sinal de vida, um sim ou um não. Eu preciso me livrar dessa vontade que eu tenho de chorar toda vez que escuto teu nome. Eu preciso ser feliz...

- Alô? Juliana? Tá aí ainda?

O coração parou, bateu, parou, acelerou, subiu e desceu em uma fração de segundos. Ele estava ali ouvindo o tempo todo. Juliana não sabia o que fazer, queria o ponto final na história deles, queria um fechamento, mas tinha muito medo que ele dissesse não. Não era mais fácil dizer que o queria, ao invés de dizer que queria um sim ou um não? Nem ela entendia, nem ela sabia definir. A única coisa que conseguiu fazer foi suspirar bem fundo e dizer:

- Sim. Eu tô aqui... ainda.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Broken





Foi sem querer. Eu sei que você não queria quebrar meu coração, do mesmo jeito que eu não quis quebrar um copo ontem à noite. Foi sem querer. Eu passei por ele, esbarrei, caiu e quebrou. Eu não achei que o copo fosse tão frágil. Eu não pensei que eu fosse tão frágil. Eu varri o copo do chão assim como eu varri você da minha vida. Os cacos do copo estão no lixo e os meus estão no tempo. No tempo que eu precisar pra me recompor. 


Só sei que foi triste ver que o copo no chão estava do mesmo jeito que está meu coração: despedaçado.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Seria? Eu seria.


Você seria meu porto seguro? Você seria meu herói? Você me beijaria no ato final? Você me abraçaria nas noites frias? Você dividiria seu cigarro comigo? Vamos, só uma pitada. Você seria capaz de sentir essas coisas? Você seria capaz de me sentir? Me entender? Me decifrar? Você seria? Vamos, não é difícil, eu seria capaz de tudo isso por ti. Seria até capaz de ser feliz pela sua felicidade, vivendo na infelicidade de não te ter.



In case you change your mind, I’ll be waiting here.

domingo, 5 de maio de 2013

Revoltei, beijos.

Eu não sei definir o que é isso que estou sentindo. É uma mistura de raiva, frustração e falta de esperança. E tudo isso eu sinto pela vida, não é por nenhum marmanjo não. Tenho essa mania de não odiar ninguém, aí não consigo odiar nem os filhos da puta que a vida põe no meu caminho. Quando fico triste, é comigo que eu fico triste. Fico triste por que eu não fui boa o suficiente pro fulaninho. Devo ser muito anormal por ser assim. Qualquer pessoa no mundo tem auto-estima suficiente pra dizer: eu sou legal, eu sou bacana, o babaca que não me merece. Já eu não, eu sou boba, boazinha, bom coração e etc, eu acho que o problema é sempre comigo. Será que dessa vez o problema não foi com outra pessoa? Por que, vejamos, eu não faço mal a ninguém, pago meus impostos, meu aluguel, faculdade, ajudo os outros, sou simpática, sou uma amiga de verdade... por que diabos eu estaria me fodendo de novo nessa vida? Se tem uma coisa que não entendo é gente "pior" que eu sendo feliz, enquanto eu tô aqui nessa angústia, nessa falta de vida, nessa frustração. Eu, realmente, não entendo qual é o meu problema. Não entendo o que falta em mim. Não entendo por que a vida, o destino, Deus, os cosmos ou o que for, tá me maltratando desse jeito. Já não basta tudo que eu já sofri em outros campos da vida, vou sofrer no sentimental também? Mas era só o que me faltava, né? 

E o que eu faço com essa sensação de nunca ser boa o suficiente?
Eu enfio no orifício anal do salafrário-idiota-retardado-imbecil-e-afins?
Não, eu desisto.
I QUIT!

Ninguém mais vai pegar meu coração pra fazer de aperitivo. Só dou ele de novo pra quem o fizer de prato principal. E tenho dito.