quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Timing

Uma coisa que me tira o sono é: se fosse em outra época teria dado certo? Por que algumas pessoas entram na tua vida em um determinado tempo e não em outro? Quem comanda isso? Existe um comando? O timing da vida é o que mais fode com nós. E é nesses momentos que o famoso "E se..." vem na cabeça. E se fosse agora e não há um ano atrás? Será que teria valido a pena? Na medida em que amadurecemos, percebemos coisas óbvias que, no passado, não conseguíamos ver. E é nessas horas que aquilo que eu ouvia quando criança de "se eu soubesse as coisas quando tinha tua idade..." faz total sentido. Como faz pra voltar no tempo e fazer tudo de novo, com a visão que eu tenho agora? Como eu queria que o vira-tempo da Hermione existisse de verdade.


sábado, 16 de novembro de 2013

Desabafos de um tédio

Eu acho tão triste viver em um mundo em que se apegar é quase um crime inafiançável. Onde já se viu um negócio desses? Ter que pedir desculpas por gostar de alguém? Se sentir um monstro por ter um coração bom? Mas que bela bosta é essa? Vocês têm problema? Eu não consigo entender. Como se fosse feio ter sentimentos. A única coisa que passa na minha cabeça é um grande ponto de interrogação. Eu devo estar conhecendo as pessoas erradas, achando que são as certas. Em que coisa eu fui me meter, vida? Tu tava sabendo disso? Não me avisou por que, sua infeliz? Como eu queria que existissem avisos de "cilada" na cara das pessoas. É muito ruim se enganar, pensar que a pessoa seria mil vezes diferente do que é/foi. Eu não consigo definir o que eu sinto agora e, não, não tenho vergonha de falar sobre tudo isso, muito menos de postar isso publicamente. Sou sincera, intensa e não tenho medo de ser quem eu sou. Ou vou ter que pedir desculpas pela minha personalidade também? Só o que me faltava, né?

Vão chupar um prego. Obrigada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É só começar



Saudades da época em que eu acreditava que os bebês vinham pela cegonha. Demoramos alguns anos para entender que nascemos de uma gozada e, após entendermos isso, vemos o mundo com outros olhos. Até por que pensar que nossos pais fazem sexo não é nada divertido, né? 


É fato que a partir do momento em que começamos a perguntar para os mais velhos “O que é sexo?” ,“O que é tesão?”, “O que é masturbação?”, nos tornamos seres sedentos e curiosos pela arte da penetração, do prazer e das novas experiências. Há quem se faz de bobo, não fala sobre o assunto, tem vergonha... Mas no fim das contas, sempre viramos animais selvagens na hora do vai-e-vem.


“Broxei”, “Abre mais”, “Opa, buraco errado”, a maioria das pessoas já passou por situações do gênero, mas têm vergonha de admitir certos constrangimentos e/ou prazeres sexuais.  Lembremos que existem as mais variadas situações e os fetiches mais loucos na vida de cada pessoa. A sociedade precisa parar de impor limites e regras no prazer.


Há quem ame sexo ao ar livre, outros tem uma praticam o Kama Sutra inteiro, alguns gostam de chupar pés, outros são mais clássicos ficando apenas no frango assado e era isso. É preciso admitir que nós somos seres sexuais e que precisamos disso pra aliviar os estresses da vida.


Afinal, nada melhor, após um dia ruim, do que um orgasmo daqueles, certo?


Então lhes pergunto: por que ter vergonha de falar sobre isso? Nós somos fruto disso, não tem por que evitar, fugir ou se privar do ato. O sexo é feio? É. É sujo? É. Fede? Sim. E é isso que faz ele tão bom. Dentro de um quarto, entre duas pessoas (três, quatro...) vale tudo. A moral é sentir prazer, sem tabu e sem vergonha. Faça o que te satisfaz. Se inspirar naquela pornochanchada e partir pro abraço, pro beijo e pro algo a mais. Afinal, transar e gozar é só começar. Ah, e quando não tiver ninguém, lembre-se: nossas mãos servem pra muita coisa.