quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

2013

Nesse ano eu aprendi muitas coisas. Aprendi que as pessoas estão de passagem na minha vida, assim como eu estou de passagem na delas e não adianta querem que tudo volte a ser como já foi um dia. Aprendi que não adianta se estressar, quando algo não dá certo é por que não era pra dar. Aprendi a admitir erros, a cobrar erros alheios e a perceber que, algumas vezes, ninguém tem culpa, as coisas são como tem que ser. Aprendi que o que eu quero talvez não seja o que eu preciso, e que as coisas aparecem na nossa vida no momento que precisam aparecer. Aprendi que aquele ditado "não corra atrás das borboletas, cultive seu jardim que elas virão até você" é uma das únicas verdades absolutas num mundo onde não existem muitas verdades absolutas. Aprendi que não se pode forçar alguém a gostar de ti, no sentido que for, e que é preciso aceitar isso, não é possível agradar a todos. Aprendi a lutar contra monstros que habitam minha própria mente e a sobreviver a isso.. Aprendi que uma paixão só se supera com outra paixão, que isso se torna um ciclo vicioso, quase impossível de sair, e que algumas paixões demoram um pouco pra ir embora. Aprendi a aceitar visões de mundo diferentes da minha e a aceitar tudo que já aconteceu na minha vida, se não tivesse acontecido, eu não seria eu. Aprendi que, numa certa hora, a gente vira independente e passa a ser dono do próprio nariz. Aprendi que a família estará ali pra sempre, mas que eu devo seguir minha vida e minha intuição.

Aprendi que se arrependimento matasse, eu já estaria na minha décima vida, e que se eu pudesse começar o ano de novo, faria uma imensidão de coisas diferente. Aprendi que não adianta sempre fazer o bem, algumas pessoas simplesmente não vão se importar e é preciso saber filtrar quem merece o meu bem e quem não merece. Aprendi que o mal do mundo é o egoísmo e a insegurança, e que ninguém mais sabe sentir algo verdadeiro, as pessoas mudam, e precisam de ti, quando convém. Aprendi que muitas vezes eu não serei reconhecida pelo que faço e que, mesmo assim, não posso desistir, a recompensa há de vir. Aprendi que ciúmes não se controla, muito menos gostar de alguém.

Aprendi, e ainda estou aprendendo, a me dar valor, a me amar (quem me conhece sabe o quanto isso é difícil) e entendi, finalmente, que algumas pessoas não valem a pena, mesmo eu tentando encaixá-las na minha vida, por não saber deixar pra lá. Aprendi que o verso de uma música que diz assim ''a carne é fraca, coração é vagabundo e, mesmo assim, ainda bebo" é a maior realidade. Aprendi que eu vou chorar e achar que minha vida acabou várias vezes durante o ano, por motivos bestas e que não tem coerência. Aprendi que esses momentos passam e que amigos estão aí pra te ajudar a superar tudo. Aprendi a mudar de opinião sobre as coisas e me transformar de anti-algo a defensora desse algo. Aprendi, enfim, que dos momentos mais absurdos surgirão as coisas mais importantes e que é preciso dar valor a cada acontecimento da nossa vida, a cada pessoa, a cada riso, a cada choro, a cada abraço, a cada beijo, a cada sexo. Isso tudo pode acabar amanhã.

Que 2014 me surpreenda positivamente, só isso.

Feliz natal e ano novo pra quem leu até aqui.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Two minutes

Some, cara. Sai daqui. Eu não quero saber da tua vida e não quero que tu te interesses pela minha. Finge que eu não existo. Me esquece. Me apaga da tua história.

Dois minutos depois.

Pensando bem... Volta? Te espero aqui se for preciso. Não é que eu não te queira mais. Não sei. Tô meio confusa, mas não vai embora. Fica aqui. Por favor.

Dois minutos depois.

Eu não te mandei sumir? O que tá fazendo aqui ainda? Tu realmente achas que te quero aqui? Não é que eu não te queira bem, eu apenas não te quero mais. Vaza.

Dois minutos depois.

Espera... tu ainda pensas em mim? Assim, lá de vez em quando? É que sabe... Eu penso em ti as vezes, aí rolou essa curiosidade de saber se eu ainda ando por aí contigo.

Dois minutos depois...

(looping infinito)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Timing

Uma coisa que me tira o sono é: se fosse em outra época teria dado certo? Por que algumas pessoas entram na tua vida em um determinado tempo e não em outro? Quem comanda isso? Existe um comando? O timing da vida é o que mais fode com nós. E é nesses momentos que o famoso "E se..." vem na cabeça. E se fosse agora e não há um ano atrás? Será que teria valido a pena? Na medida em que amadurecemos, percebemos coisas óbvias que, no passado, não conseguíamos ver. E é nessas horas que aquilo que eu ouvia quando criança de "se eu soubesse as coisas quando tinha tua idade..." faz total sentido. Como faz pra voltar no tempo e fazer tudo de novo, com a visão que eu tenho agora? Como eu queria que o vira-tempo da Hermione existisse de verdade.


sábado, 16 de novembro de 2013

Desabafos de um tédio

Eu acho tão triste viver em um mundo em que se apegar é quase um crime inafiançável. Onde já se viu um negócio desses? Ter que pedir desculpas por gostar de alguém? Se sentir um monstro por ter um coração bom? Mas que bela bosta é essa? Vocês têm problema? Eu não consigo entender. Como se fosse feio ter sentimentos. A única coisa que passa na minha cabeça é um grande ponto de interrogação. Eu devo estar conhecendo as pessoas erradas, achando que são as certas. Em que coisa eu fui me meter, vida? Tu tava sabendo disso? Não me avisou por que, sua infeliz? Como eu queria que existissem avisos de "cilada" na cara das pessoas. É muito ruim se enganar, pensar que a pessoa seria mil vezes diferente do que é/foi. Eu não consigo definir o que eu sinto agora e, não, não tenho vergonha de falar sobre tudo isso, muito menos de postar isso publicamente. Sou sincera, intensa e não tenho medo de ser quem eu sou. Ou vou ter que pedir desculpas pela minha personalidade também? Só o que me faltava, né?

Vão chupar um prego. Obrigada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É só começar



Saudades da época em que eu acreditava que os bebês vinham pela cegonha. Demoramos alguns anos para entender que nascemos de uma gozada e, após entendermos isso, vemos o mundo com outros olhos. Até por que pensar que nossos pais fazem sexo não é nada divertido, né? 


É fato que a partir do momento em que começamos a perguntar para os mais velhos “O que é sexo?” ,“O que é tesão?”, “O que é masturbação?”, nos tornamos seres sedentos e curiosos pela arte da penetração, do prazer e das novas experiências. Há quem se faz de bobo, não fala sobre o assunto, tem vergonha... Mas no fim das contas, sempre viramos animais selvagens na hora do vai-e-vem.


“Broxei”, “Abre mais”, “Opa, buraco errado”, a maioria das pessoas já passou por situações do gênero, mas têm vergonha de admitir certos constrangimentos e/ou prazeres sexuais.  Lembremos que existem as mais variadas situações e os fetiches mais loucos na vida de cada pessoa. A sociedade precisa parar de impor limites e regras no prazer.


Há quem ame sexo ao ar livre, outros tem uma praticam o Kama Sutra inteiro, alguns gostam de chupar pés, outros são mais clássicos ficando apenas no frango assado e era isso. É preciso admitir que nós somos seres sexuais e que precisamos disso pra aliviar os estresses da vida.


Afinal, nada melhor, após um dia ruim, do que um orgasmo daqueles, certo?


Então lhes pergunto: por que ter vergonha de falar sobre isso? Nós somos fruto disso, não tem por que evitar, fugir ou se privar do ato. O sexo é feio? É. É sujo? É. Fede? Sim. E é isso que faz ele tão bom. Dentro de um quarto, entre duas pessoas (três, quatro...) vale tudo. A moral é sentir prazer, sem tabu e sem vergonha. Faça o que te satisfaz. Se inspirar naquela pornochanchada e partir pro abraço, pro beijo e pro algo a mais. Afinal, transar e gozar é só começar. Ah, e quando não tiver ninguém, lembre-se: nossas mãos servem pra muita coisa.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Here

Oi, tudo bem? Não, não precisa falar nada, só queria dizer que tô aqui. Assim, não que tu se importe, mas eu tô aqui, tá? De carne, osso e alma. Aqui. Parada. Plantada. Esperando tu agir. Não, não fala, deixa eu falar. Falar que eu tô aqui. Por ti. Por mim. Por nós. Não, espera, calma... eu não preciso da tua voz, eu preciso das tuas ações. Senta aí e me olha, me nota, me toca. Eu tô aqui, não tô? Então aproveita. Eu não quero ter que ir embora. Eu tô aqui, agora. Por favor, não me deixa partir ou não me parta ao meio, como tu preferir.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Platônico

Eu sempre tive amores platônicos e sempre soube lidar bem com eles. Querer alguém que nem sabe teu nome. Gostar de alguém de longe, bem quietinha, no meu canto. Logo, quando acontece o contato físico, eu não sei como agir. Surge um sentimento de possessividade que tu não sente quando gosta platonicamente. Tu já sentiu o beijo, o corpo, o cheiro e já se apegou em todas essas coisas. Agora me digam, como não criar essa sensação de querer só pra ti? Como fugir desse sentimento que te corrói por dentro? Que te deixa ansiosa, angustiada, cansada e que te faz virar uma personagem principal de novelas mexicanas? Como voltar a ser um ser humano normal? 

Quando eu só queria platonicamente alguém, eu reclamava porque queria sentir a pessoa. Agora que sinto, quero voltar pro platonismo. 


Afinal, antes platônico do que não correspondido.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Realidade Paralela

Essa noite, voltando a pé da faculdade, olhei, de relance, pra dentro de duas casas. Em ambos lugares, vi famílias conversando enquanto jantavam. Foi então que me dei conta que minha maior tristeza não é ser gorda, ter cicatrizes ou não ter alguém que me ame. A angústia que eu sinto, e que não sei explicar, é frustração. Não ter isso que essas pessoas têm. "Mas, Letícia, tu moras sozinhas, é óbvio que vais sentir isso", voltar pra solidão do meu apartamento é uma coisa, eu sei que aqui vivo sozinha, no meu mundinho e na minha sujeira. O atrito é, ao voltar pra minha cidade, eu não ter a família dita ideal pela sociedade. As pessoas não sabem como eu as invejo quando comentam: "vou viajar com a minha família nas férias". Eu não tenho isso e eu me odeio por não aceitar a minha realidade. Sei que muitos vivem realidades parecidas com a minha e gostaria de entender como eles aceitam isso de maneira com que não os corroa por dentro.

Há semanas que não chorava. 
Hoje chorei de saudade de uma vida que nunca terei.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Apertem os cintos

Tenho andado distraída, impaciente e indecisa. Esperando uma vida que não é minha. Pedindo por coisas que eu acho que preciso, mas sei que não necessito. Correndo atrás de pessoas que não valem o meu estresse e, muito menos, a minha angústia. Rebaixando-me em busca de uma vontade que eu não consigo saciar e que eu ainda não descobri do que é. Eu tento definir o que eu vejo, quero e sinto, mas as três coisas se embaçam, me deixando com uma visão turva do mundo, sem poder enxergar com clareza os sinais que o destino me manda. Que meus olhos não me deixem na mão, pois se eu tiver que ser guiada pelo meu coração, só digo uma coisa: apertem os cintos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Soul

Eu acredito em almas, eu preciso acreditar. Não é possível que não exista nada além disso. E eu acredito que as almas só se conectam através do amor e é na falta dele que tudo se transforma em caos e solidão. É na falta dele que nos encontramos sozinhos em meio há uma multidão. Quando o sentimento de vazio toma conta, a angústia aparece e as lágrimas caem sem um por quê. É quando a alma se perde que o amor precisa ser encontrado. O amor por nós mesmo, pelas pessoas ao nosso redor, pela vida e, talvez, até por alguém em especial. Uma alma perdida, um amor sem direção, uma vida sem propósito. Isso precisa acabar. Precisamos entender que existe um por quê de estarmos aqui, que nada seria o mesmo se não estivéssemos aqui e que somos únicos. Quem sabe quando entendermos isso, nossas almas se conectem através de um amor construído de nós para nós, trazendo ao mundo a calma que ele precisa. 

Obs: não reparem, tô completamente dopada hoje e foi isso que saiu.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vergonha? Não sei

Nunca tive que lidar com alguém que tivesse vergonha de mim ou vergonha de falar comigo, ou seja, eu não sei nem como agir diante de um ser humano assim. A mágoa acontece a partir do momento em que tu achas que tu tens algo muito errado e que por isso tu causas essa vergonha na outra pessoa. Ou existiria outro motivo pra essa vergonha? Eu não consigo visualizar.

Queria apenas entender o que tenho de errado ou o que fiz errado pra isso acontecer comigo. Se for vergonha por causa da minha aparência física, aí, meu filho... não vou nem comentar.

Usei isso de diário, perdão.
Boa noite.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mimimi

Eis que uma nova gíria surge na nossa sociedade: mimimi. Eu sei que ela já existe há um tempo, mas até então eu não sabia definir direito o meu parecer sobre o mimimi, agora eu sei e por isso vos escrevo. 

Mimimi é o famoso fazer draminha. Aí eu lhes pergunto: a quem cabe julgar o mimimi alheio? As pessoas tem uma mania absurda de achar que todo drama é superficial, inútil ou pra chamar atenção, esquecendo de ver o contexto em que a pessoa está inserida e o por quê desse drama. Pego minha vida de exemplo. Muitos dizem que depressão é drama, mas é uma doença. Me revolta o fato de menosprezarem as doenças psicológicas como se não fossem importantes, sendo que são tão ou mais catastróficas que qualquer doença física. Reclamar de dor de cabeça? Pode. Reclamar de tristeza? Ai para com isso, deixa de drama. A capacidade das pessoas de menosprezar as fraquezas alheias é absurda e isso me deixa muito incomodada. 

O discurso de aproveite cada dia como se fosse o último ou pare com o mimimi e vá viver é maravilhoso, mas será que isso não nos tornará cada vez menos capazes de lidar com as diferenças? Será que não aumentará o desprezo da tristeza dos outros?

Penso que se tu fores pensar em parar com o drama e apenas viver, tu vais esquecer dos sentimentos dos outros, perderá o sentido de humanidade que há em ti. "Vou fazer tal coisas e não me importo, pois as pessoas precisam aceitar e parar com o mimimi", gente, não é bem assim, viu? Eu pelo menos não acho que seja.

Se tu consegues relevar as tristezas da tua vida, eu fico feliz, de verdade, mas respeite quem não consegue e precisa ainda trabalhar nisso pra conseguir viver.

Acredito que só quando respeitarem as reações de cada pessoa e visualizarem que cada um tem seu jeito de encarar os fatos é que a sociedade conseguirá viver em harmonia.

E é fato consumado que muitos, após ler isso, vão pensar "Letícia, para de mimimi" e sabe o que eu vou responder? Vão se foder.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Expectativzzzzzzzz

Uma pessoa não agir como tu quer, não significa que ela aja errado, porém te leva a concluir que nada é como tu espera ou nada é como parece ser. Quando uma pessoa é diferente contigo, quebram-se expectativas. A partir do momento em que essas são quebradas, as coisas tornam-se mais reais e menos legais. Todos sabemos que não devemos criar expectativas, mas devemos criar codornas. O problema é que a expectativa se torna muito mais prática, mesmo que levando a um sentimento de angústia no final.

Como fugir da expectativa e viver apenas no campo da realidade? Como não se deixar levar por pensamentos mais contagiantes? Difícil responder, mas bem que eu gostaria de saber.

domingo, 1 de setembro de 2013

Ação - reação

Tento entender o porquê de alguma ações e, simplesmente, não encontro resposta.  Além disso, as reações que essas ações estão provocando, não são um bom caminho pra perseguir. Tento fugir desse caminho, que eu já visualizo o final, tento ir contra meus instintos e contra toda essa minha vontade, mas ao mesmo tempo eu quero deixar rolar. Só queria que as ações tivessem mais coerência e as reações fossem menos intensas. Assim seja.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sobre amor e Ted Mosby

Tem um seriado que eu sou completamente viciada, se chama How I Met Your Mother. O plot maior dessa história é o fato de como o personagem principal conheceu a mãe de seus filhos. Ao longo de oito temporadas (até agora), somos apresentado a vários acontecimentos na vida de Ted Mosby, o personagem principal. No primeiro episódio da primeira temporada, acontece um fato especial: Ted conhece Robin e no primeiro encontro deles solta um "I think I'm in love with you", que quer dizer "acho que estou apaixonado por você". 

Em um dia, Ted acredita estar amando Robin. 

Seria isso tão impossível assim? Se apaixonar por alguém tão rapidamente? Ou será que temos tanta vontade de amar que acabamos nos apaixonando pelo amor e não pela pessoa? Às vezes me sinto extremamente Ted, tendo vontade de amar pra ontem, por causa da minha personalidade imediatista e meu pensamento de "a vida é uma só". As pessoas perdem tanto tempo na trova, no flerte, demoram tanto pra agir (por seguirem regras de conquista que a sociedade impõe), esquecendo que a gente pode morrer a qualquer segundo. E o destino que me livre de morrer sem nunca ter vivido um amor (sim, eu acho isso importante).

O medo que eu tenho é de, por ter tanta vontade de amar, nunca conseguir realmente e viver nessa procura incessante de alguém que me queira além da carne, que queira minha alma e que queira escrever uma história comigo.

Quem dera existisse um Ted Mosby que me amasse em um dia. Apesar de isso parecer extremamente psicopata, até que seria legal.

Obs: sim, eu sou romântica. Só não me venha com flores ou demonstrações públicas de afeto: uma coisa é romantismo, outra é breguice, ok?

domingo, 25 de agosto de 2013

Qualquer

Gabriela não entendia o motivo de cair tanto por ele. Ele era extremamente comum e até um pouco idiota, mas ela o queria. Nada nele era como ela sempre havia sonhado, mas de algum modo ela conseguia encaixá-lo na vida dela. Era como se tivessem nascido um pro outro. A única parte ruim disso, era que essas coisas só faziam sentido na cabeça dela, já que, pra ele, ela era mais uma qualquer.

Pobre Gabriela, tão querida e diferente, foi cair no papo de mais um delinquente, um ladrão de corações.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Uma vez só

A vida cisma em por gente nova no meu caminho, só não entendo por que me mandar mais do mesmo. Do mesmo poço cheio de merda que as outras pessoas que me cercam. Se é pra mandar gente superficial e mesquinha prefiro continuar com meus poucos e bons.

Posso contar nos dedos quem realmente se importa, no fundo as pessoas não se importam. Egoísmo é a palavra que os guia. Não, eu não me incluo. Eu vou até outro planeta pelas pessoas e, muitos, não podem ir nem até a esquina por mim. Não sei como definir o que sinto agora, mas chega uma hora que meus ouvidos cansam. Cansei da mesma ladainha de sempre. Quando é hora da minha ladainha, poucos querem ouvir. 

Agradeço por esses poucos existirem, eles que não me deixam desmoronar. 

O problema é quando se precisa de novos ares, novas pessoas e lugares, mas são tantas possibilidades, como saber por qual caminho seguir? Como saber qual vale a pena?

Fiz tudo errado até agora, acho que está na hora de acertar. Pelo menos uma vez. 


(Obs: texto escrito há muito tempo atrás, mas que ainda é válido pra algumas coisas)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Divertido pra mim

Estranho é a palavra que melhor define nossa ligação. É algo que vai além da pele. É de alma. Não é como se eu precisasse de ti fisicamente mas eu preciso de ti como pessoa. Preciso dos risos, da troca de histórias, da conexão que nós temos. Um dia sem falar contigo parece um dia chato e quando tu tá mal, eu fico mal junto. Eu nunca vivi algo assim, tão bacana. Muitos ficariam mal sentindo isso mas pra mim faz bem. Um bem que eu quero sempre comigo. Às vezes existem mágoas e outras te acho desnecessário, já até pensei em me afastar mas, no fim, nunca consigo. Te preciso de um jeito diferente, de um jeito divertido e especial. De um jeito nosso.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reflexão inútil - Parte I

Pois bem, cá estou eu refletindo sobre relacionamentos, como se não existisse nada mais importante na vida. Eis que chego às seguintes questões: por que somos tão ansiosos? Fico pensando na época das cartas ou de viajar à cavalo, as pessoas eram mais calmas, né? Será que por causa da tecnologia nos tornamos essas pessoas sedentas por acontecimentos? Esse tal de stalkear que, por muitas vezes, é capaz de acabar com o bom humor de alguém... será que não seria melhor se não existisse? Ás vezes gostaria de ter nascido em épocas retrógradas, onde existia uma ''magia'' maior nas coisas, onde não sabiam tudo de alguém em um clique e descobriam a essência de uma pessoa ao passar horas conversando com ela pessoalmente, olho a olho, não via computador. Saudades do ser humano e de tudo que ele pode oferecer. E olha que eu sou uma pessoa viciada em máquinas e tecnologia. 

A partir dessa reflexão proponho a seguinte ideia: 

Menos ciberespaço, mais corpos grudados.


Obrigada pela sua atenção, um beijo, boa noite.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Monsters

Eu enfrento monstros todas as noites, sou minha própria heroína. Algumas pessoas sabem de como me sinto, mas não sentem realmente. Muitos não fazem a menor ideia de que uma pessoa que vive para fazer os outros rirem possa ser, no fundo, tão triste. Meus poderes andam fracos, perdidos, sem saber onde atacar. Tenho medo de não conseguir vencer no final. Eu enfrento monstros todas as noites, sozinha, sem ninguém pra me ajudar. 

Eu só peço forças pra conseguir continuar.

domingo, 28 de julho de 2013

Em vão

É triste ter que admitir que foi apenas atração, que nunca me vistes como alguém especial ou que pudesse mudar algo em ti, mas aceito e convivo com isso, com a ideia de que nunca seremos um só, de que nunca sentirei tua mão na minha ou mesmo teu olhar em mim. Aceito que a vida nos fez apenas conhecidos, um oi aqui um tchau aí e nada além disso, mas eu realmente queria ter sentido teus lábios, teus braços e abraços, ter sido tua pelo menos uma vez. Por enquanto sigo contigo na mente, imaginando cenas de um futuro que não chegará, tentando chamar a atenção, eu sei, em vão, mas não custa nada tentar.

domingo, 14 de julho de 2013

Fool

Eu tenho tanto medo de fazer papel de boba que perco as chances de ser feliz ou de ter momentos de felicidade, digamos assim. Em todas oportunidades que a vida manda, eu já crio toda uma história na mente e essa história tem sempre o mesmo final: eu me dando mal. Aquele papo de otimismo ou de ter boas expectativas não existe por aqui. Espero que um dia eu mude ou que alguém me faça mudar. Me faça ter menos medo das consequências e mais esperança nas ações. Me faça sentir, sem medo do que pode acontecer. Me faça viver.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Jeito novo

Ele tinha um jeito novo, diferente, inusitado e ela não era acostumada com isso. Sentia-se boba ao pensar nele e em todas besteiras que falava. Não sabia como a via, se como amor, irmã ou amiga, mas queria desvendar esse mistério. Ele era como aquele livro de ficção científica que não se consegue largar até saber o final. Ela queria pular pro final, mas eles ainda nem tinham um começo. Tantas possibilidades, nenhuma realidade. Todo dia tomava coragem, mas nada fazia. Continuava parada, esperando o destino agir. O medo de sentir vulnerável era maior que a vontade de tê-lo, mas tudo que ele a fazia pensar e sentir, talvez valesse a pena experimentar.

"Será que vai ser bom?" pensou. 

Só o tempo dirá.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O mal necessário

Homem é bicho triste. Podem cuidar. O mais feio dos homens vai ter uma autoestima absurda. O mais chato vai se achar legal pra caramba. O mais burro vai se achar o mais inteligente. E assim consecutivamente. Eles não tem uma coisa chamada bom senso. É incrível. Quando se trata de relacionamentos, eles vão achar que toda e qualquer guria que se aproxima deles é por que está afim. A maioria não consegue ver amizade entre homem e mulher. Outro ponto interessante é que eles usam a mesma cantada ou a mesma forma de trovar uma guria com todas. Com todas mesmo. São as mesmas tiradas, as mesmas piadas e as mesmas histórias. Uma coisa que não sabem é que mulheres conversam entre si, descobrem as maracutaias e ficam rindo do canalha. É super divertido. Aliás, continuem assim, são ótimos motivos pra risadas. Eu sei, eu sei que existem mulheres que prestam menos, que são filhas da mãe e que merecem que vocês sejam assim, mas, em compensação, existem outras que tem um pouco de cérebro e conseguem notar essas peculiaridades em todos vocês. A problemática disso tudo é que somos todas carentes e queremos usá-los para suprir essa carência, acabamos confundindo com amor e, assim, vocês se tornam um mal que precisamos pra nos sentirmos vivas. Não tá fácil, viu? Tem que rever isso aí.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

URGENTE

Procura-se pessoas interessantes que queiram jogar conversa fora, sem compromisso algum. Pessoas que não levem a vida tão a sério, que saibam rir, fazer fiasco e enfiar o pé na jaca. Procura-se pessoas de verdade, intensas e sem superficialidade. Pessoas que saibam que o tempo não para e que não podemos perder a esperança. Procura-se quem não tenha medo de viver, de conhecer coisas novas e de sentir. Pessoas que queiram ter histórias pra contar e que queiram marcar a vida uma da outra.

Procura-se pessoas que queiram viver.

Estão dispensadas pessoas caretas, seriedade, mesmice e rotina, bem como regras, tabus e rótulos. Não trabalhamos com futilidade, falsidade e soberba. Queremos seres humanos com cérebro e sentimentos. 

Caso se encaixe na vaga favor entrar em contato o mais rápido possível.

Atenciosamente,

Vida.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Inço humano

Se tem uma coisa em que o ser humano sabe fazer é a auto sabotagem. Sabemos que é ruim mas vamos atrás mesmo assim. Sabemos que não tem futuro mas continuamos ali. Sabemos que só existem contras mas não paramos de buscar os prós. Depois, quando tudo dá errado, não entendemos o que fizemos pra isso acontecer.

Oras bolas, não conhecem aquilo de cortar o mal pela raiz? É assim que tem que ser. Estamos cientes disso, mas não o fazemos. Ao invés de tirar a raiz da terra, botamos adubo, regamos e esperamos a planta crescer. O problema é que não vai nascer uma flor linda disso, vai nascer um inço que só com veneno pra matar.

É irônico e masoquista.

E eu nunca vou entender por que somos assim: sempre escolhemos o mais difícil.

Incrível.

domingo, 23 de junho de 2013

Sei lá

Quando eu não consigo escrever, é sinal de que tá tudo errado mesmo. Não consigo definir sensações em palavras. Não consigo dizer o que tá certo e o que tá errado. Não consigo nem terminar essa frase direito.

Só sei que eu sinto saudades de uma vida que nunca vou ter.
 

Essa é minha única afirmação pra hoje.

domingo, 16 de junho de 2013

Um desabafo sobre meu complexo

Complexo. Sim, eu o tenho. 


Complexo com algo que aconteceu há dez anos atrás, no dia 28 de setembro de 2002, que esse ano completará onze anos. Desde aquele dia que eu resolvi ir no mercado de bicicleta e um chevete resolveu me atropelar, eu caminho lado a lado a um complexo em especial.

Meu atropelamento resultou em várias cicatrizes pelo corpo, uma delas na perna esquerda, do joelho até o tornozelo. Essa perna quebrou no acidente e eu tinha duas opções: amputar ou fazer um corte pro sangue circular, devido a trombose. A escolha foi óbvia: faz o corte, disse minha mãe. Antes retalhada que perneta, né?

Pois bem.

A quantidade de vezes que já ouvi "poderia ser pior" é enorme. A quantidade de vezes que já ouvi "não liga pra isso" foi absurda. E vocês acham que eu consigo? Não. Quase onze anos e eu não consigo superar, não consigo olhar, não consigo usar shorts na frente de muitas pessoas, nada.

No começo desse ano fui pra praia e consegui usar pois enfiei na minha mente que era hora de uma mudança. Era hora de agradecer a vida, a perna, aos meus vinte e um anos que poderiam não ter chegado.

E sabe o que é mais babaca da minha parte? Não é ligar pras pessoas ou pra o que vão falar. É pensar que nenhum homem vai me amar por eu ser retalhada. Afinal, além de retalhos físicos, eu tenho retalhos emocionais por causa disso tudo. E o meu maior medo é que ninguém me aceite assim.

Bobinha, não?

Na foto: o carinha com a cicatriz mais legal de todas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Só quero paz

Quando uma pessoa passa de ninguém pra alguém. Quando a falta começa a doer. Quando a saudade começa a bater. Quando a vontade começa a crescer. É aí que a gente compra álcool e se livra dessa doença. Amor, agora, vai ser demais pra minha cabeça. Só preciso de férias e que nada aconteça.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Triste realidade

Acredito no poder das pessoas, mas tenho medo do que elas são capazes de fazer. É bonito ver a luta, ir às ruas, mas eu lhes pergunto: quanto vale a nossa vida? Pelo que estamos lutando? A violência vale tudo isso? Não digo que não se deva lutar pois sei que é preciso. É preciso dizer pros lá de cima que do jeito que tá, não tá legal. 

Como sediar eventos mundiais em um país que não tem união? Como passar uma imagem boa desse nosso Brasil, quando nem os moradores estão gostando daqui? E como ganhar essa luta, quando a imprensa manipula e aliena cada vez mais quem não tem acesso a verdade? 

Aliás...
 
O que é verdade? Qual a nossa verdade? 
Quem tá certo? Quem tá errado? 

Só sei que o Brasil não tá valendo nem vinte centavos.

domingo, 9 de junho de 2013

Gigante

Intensidade é meu sobrenome. Faço amigos ontem e já não vivo sem hoje. Beijo em um dia e já quero falar que amo no outro. Isso me confunde, tenho medo de nunca saber quais sentimentos são reais, mas é tão bom ser 8 ou 80. É desgastante, mas é bom. Ficar triste e chorar como se fosse o fim do mundo. Começar a rir e ter ataques de riso. Acordar chata e ser chata pra caramba (por que ser só um pouquinho chata não teria graça). Fazer birra, cismar e "mimimi" até que alguém me dê um tapa e me mande acordar pra vida. 

Eu gosto é do drama, daquela sensação de que tudo pode acabar amanhã. É por isso que sou intensa, é por ter medo da vida, e é sendo intensa que acumulo em mim uma grande bagagem de sentimentos, histórias e pessoas. 

É a intensidade que me faz ser quem eu sou. Não seria possível, como todo esse meu tamanho, eu ter um coração pequeno. 

Eu sou proporcional. Bunda, coração e intensidade: tudo grande. Tudo igual.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Missing you

Eu tenho essa sensação de que não vivemos tudo que tínhamos pra viver. Faltam pedaços, histórias e sentimentos. Não tínhamos o melhor relacionamento do mundo, mas era legal, era importante. Hoje eu sinto falta, eu vejo as outras pessoas tendo isso e eu quero pra mim. Eu as invejo. Sempre que fico nostálgica eu lembro de ti, não tem como não lembrar. É inevitável. Uma saudade de ti e do que a gente não viveu. Uma saudade que não irá embora, que estará sempre presente e que eu aprendi a conviver.  Espero que a gente se encontre algum dia, se não for no fim dessa vida, que seja em outras, mas vai preparando o chimarrão que em algum momento eu sei que vou aí te visitar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Desabafando

Eu sou super imediatista, gosto de tudo pra ontem, mas se tem uma coisa que eu odeio é amor imediatista. Isso não existe. Amor se constrói, querer bem se constrói, gostar se constrói. E é incrível como tem gente que acha um amor em cada esquina. Gente que sofre, que precisa, que se mata se não tiver a pessoa. Os Romeus e as Julietas do século 21. A pior coisa disso é que esses Romeus e essas Julietas têm facebook, twitter, instagram e os caralhos-a-quatro, e eu não sou obrigada a ficar lendo esse amor da vida de vocês. Cada segundo eu preciso limpar o meu monitor de tanto mel que tá saindo da tela. E eu não entendo isso, sabe? Não é recalque não, eu só acho que as pessoas não precisam escancarar o amor. O amor é lindo demais pra ser tratado desse jeito. O amor não precisa de holofotes, curtidas ou compartilhamentos. O amor é de nós pra nós mesmos. Parem de achar que amam depois de um beijo, parem de pensar que fulaninho é o amor da vida de vocês depois da primeira transa. Esperem, o tempo que for, e amadureçam isso, não brinquem com o amor. Se o mundo tá virado desse jeito é por que vocês brincam com os sentimentos como se eles fossem descartáveis e eles não são. Parece que as pessoas não precisam do amor, elas só precisam de alguém, só precisam saber que tem alguém ali e eu, tosca do jeito que sou, fico realmente triste com isso.

Sim, eu sou uma tola e eu ainda acredito no amor. 
E enquanto não o sinto eu fico aqui com meus seriados/livros/filmes, me fazem mais feliz que muita gente.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

E agora?

Os céticos diriam que estou pirando, mas eu realmente tenho a sensação de que sugo a energia negativa das outras pessoas. Bobagem, eu sei, mas prefiro pensar isso do que admitir que sou louca e que a vontade de chorar por nenhum motivo é doença mental. De uns dias pra cá venho sentindo isso mais intensamente ainda. Uma sensação de carregar um peso nas costas quando estou perto de certas pessoas, uma vontade de ficar longe, uma angustia... uma coisa estranha. Gente que me deixa cansada, sem forças e sem vontade de sorrir. Talvez seja só cansaço, pelo fato da vida estar corrida e espero que seja isso mesmo. Mas e se for as pessoas? O que devo fazer? Tenho medo da resposta pra essa pergunta.

terça-feira, 28 de maio de 2013

If

Se eu fosse a protagonista de uma história, nós ficaríamos juntos no final, uma pena isso ser vida real. Se eu fosse a roteirista de uma história, nos teríamos nos conhecido há muito tempo atrás, por que todo tempo do mundo ao teu lado ainda não me satisfaz. Se eu fosse a diretora de uma história, eu só teria uma direção: você.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Queria

Queria ter sido importante e não descartável. Queria ter te marcado, ter importado, ter sido indispensável. Queria que tivesse sido verdade, que meu olhar fizesse você notar que eu sou sua metade. Queria ter feito parte da sua história, uma página na memória, um alguém que você amou. Um pena tudo ter sido só de um lado e o amor ter dado errado:
o destino não colaborou.

domingo, 19 de maio de 2013

Com todo meu amor


Eu não queria, mas fui forte o bastante pra te ver ir embora. A porta se fechou com toda a força atrás de ti e essa foi a última imagem que tive: tuas costas, teu cabelo e tua nuca, sumindo atrás daquele pedaço de madeira. Uma porta que se fechava mas que não dava, de brinde, janelas de possibilidades. O fim que eu não esperava.  

Tu me disseste: "eu preciso ver o mundo". Então vá, eu não fico triste, mas se tu não encontrar o que tanto procura, volta. Volta, que eu estarei te esperando. De portas, janelas e braços abertos, com todo meu amor. 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aquele da ligação

O único barulho no apartamento era o canto de um grilo que não conseguira por pra fora na última noite. A cabeça cansada de pensar fazia aquele canto parecer mais alto do que era, o que a estava deixando estressada.

- Já não basta os estresses da vida? - pensou em voz alta, fitando os posteres que tinha na parede.

Morar sozinha tinha seus prós e contras. A parte boa era fazer o que queria e andar pelada quando quisesse. A parte ruim era o silêncio, a falta de alguém e a solidão que, há uns dias, resolveu aparecer de mala e cuia. Aquela visita que ninguém quer, tipo parente chato que vem visitar e não sabe a hora de ir embora. 

Entre um gole de vinho e outro de solidão, se pôs a pensar sobre todas as chances que teve de ter companhia. Sobre todas as vezes que não soube definir o que sentia ou quando teve medo de sentir. Como tudo teria sido diferente se ela tivesse feito tal coisa. Pegou o celular e digitou alguns números que os dedos já sabiam de cor. O telefone chamou cinco vezes, já desistia de ligar quando ouviu do outro lado da linha:

- Alô? - suas mãos suavam frio. Há seis meses não ouvia aquela voz. - No momento não estou em casa, deixe seu recado após o sinal. - e agora? O que faria? Deixar recado ou não? - Biiiip...

- Erm, hm, oi Pedro, aqui é a Juliana, eu... - ela queria falar tanta coisa que as palavras se perderam por alguns instantes - eu te liguei pra dizer que eu tô bem. Eu sei que tu talvez não te importe, que eu não fui nada pra ti, que eu fui apenas uma distração para o tédio que é a vida, mas eu quis te lembrar que eu tô aqui, que eu existo e que eu não tô pronta pra seguir em frente. Eu tenho agonia. Agonia de ti por ser um idiota. Agonia da vida por ter te posto no meu caminho. Agonia de mim por ter te deixado entrar na minha vida, na minha casa, em mim! Eu não aguento essa quantidade de vírgulas que o destino tem me feito por na nossa história. Eu preciso de um ponto final. É hora de começar um novo capítulo, seja ele contigo ou não. Eu preciso dizer também que... 

Acabou o tempo da mensagem. Ela discou de novo. Essa foi a primeira vez que Juliana teve coragem de dizer o que estava pensando, ela não pararia ali.

- Oi, sou eu de novo. Continuando... eu preciso dizer que eu sei que eu demorei pra definir o que eu tava sentindo, que eu fui complicada e difícil de lidar, mas eu sou assim, tu sabe... tu até gosta disso, lembra? Eu não consigo acreditar que te perdi, que te deixei escapar, que deixei escapar a coisa mais real que já vivi na vida. Por favor, me dá um sinal de vida, um sim ou um não. Eu preciso me livrar dessa vontade que eu tenho de chorar toda vez que escuto teu nome. Eu preciso ser feliz...

- Alô? Juliana? Tá aí ainda?

O coração parou, bateu, parou, acelerou, subiu e desceu em uma fração de segundos. Ele estava ali ouvindo o tempo todo. Juliana não sabia o que fazer, queria o ponto final na história deles, queria um fechamento, mas tinha muito medo que ele dissesse não. Não era mais fácil dizer que o queria, ao invés de dizer que queria um sim ou um não? Nem ela entendia, nem ela sabia definir. A única coisa que conseguiu fazer foi suspirar bem fundo e dizer:

- Sim. Eu tô aqui... ainda.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Broken





Foi sem querer. Eu sei que você não queria quebrar meu coração, do mesmo jeito que eu não quis quebrar um copo ontem à noite. Foi sem querer. Eu passei por ele, esbarrei, caiu e quebrou. Eu não achei que o copo fosse tão frágil. Eu não pensei que eu fosse tão frágil. Eu varri o copo do chão assim como eu varri você da minha vida. Os cacos do copo estão no lixo e os meus estão no tempo. No tempo que eu precisar pra me recompor. 


Só sei que foi triste ver que o copo no chão estava do mesmo jeito que está meu coração: despedaçado.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Seria? Eu seria.


Você seria meu porto seguro? Você seria meu herói? Você me beijaria no ato final? Você me abraçaria nas noites frias? Você dividiria seu cigarro comigo? Vamos, só uma pitada. Você seria capaz de sentir essas coisas? Você seria capaz de me sentir? Me entender? Me decifrar? Você seria? Vamos, não é difícil, eu seria capaz de tudo isso por ti. Seria até capaz de ser feliz pela sua felicidade, vivendo na infelicidade de não te ter.



In case you change your mind, I’ll be waiting here.

domingo, 5 de maio de 2013

Revoltei, beijos.

Eu não sei definir o que é isso que estou sentindo. É uma mistura de raiva, frustração e falta de esperança. E tudo isso eu sinto pela vida, não é por nenhum marmanjo não. Tenho essa mania de não odiar ninguém, aí não consigo odiar nem os filhos da puta que a vida põe no meu caminho. Quando fico triste, é comigo que eu fico triste. Fico triste por que eu não fui boa o suficiente pro fulaninho. Devo ser muito anormal por ser assim. Qualquer pessoa no mundo tem auto-estima suficiente pra dizer: eu sou legal, eu sou bacana, o babaca que não me merece. Já eu não, eu sou boba, boazinha, bom coração e etc, eu acho que o problema é sempre comigo. Será que dessa vez o problema não foi com outra pessoa? Por que, vejamos, eu não faço mal a ninguém, pago meus impostos, meu aluguel, faculdade, ajudo os outros, sou simpática, sou uma amiga de verdade... por que diabos eu estaria me fodendo de novo nessa vida? Se tem uma coisa que não entendo é gente "pior" que eu sendo feliz, enquanto eu tô aqui nessa angústia, nessa falta de vida, nessa frustração. Eu, realmente, não entendo qual é o meu problema. Não entendo o que falta em mim. Não entendo por que a vida, o destino, Deus, os cosmos ou o que for, tá me maltratando desse jeito. Já não basta tudo que eu já sofri em outros campos da vida, vou sofrer no sentimental também? Mas era só o que me faltava, né? 

E o que eu faço com essa sensação de nunca ser boa o suficiente?
Eu enfio no orifício anal do salafrário-idiota-retardado-imbecil-e-afins?
Não, eu desisto.
I QUIT!

Ninguém mais vai pegar meu coração pra fazer de aperitivo. Só dou ele de novo pra quem o fizer de prato principal. E tenho dito.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pra você, my friend

É tão bonito como as coisas rolam com nós, é fácil, leve e divertido, além de não doer e nem machucar. E tudo aconteceu tão naturalmente que parece que estava escrito, sabe? Acho que na hora que nascemos o universo já disse: eles vão se conhecer. E assim foi. Sempre abro um sorriso boboca quando falamos a mesma coisa e ao mesmo tempo ou quando temos a mesma opinião sobre alguma coisa. Sobre alguma coisa não, sobre tudo, não é? Nunca vou cansar de dizer que tu é minha versão masculina. E sendo desse jeito que a gente se completa e se precisa. Por que eu preciso muito de ti e não imagino mais minha vida sem  tuas babaquices, tuas piadas, teu abraço e tua amizade. Eu não sei como isso aconteceu, só sei que foi assim. E não quero, não quero mesmo, que isso tenha fim.

domingo, 28 de abril de 2013

Morreu sem viver


Ela queria tanto amar que não sabia nem lidar. Oportunidades não lhe faltavam, homens a queriam e mulheres a desejavam. Tentava amar todo mundo e no fim não amava ninguém. Abria suas pernas mas esquecia de abrir o coração.  Se fechou num mundo frio, obscuro e sem razão. 

Sentia falta de sexo mas não como sentia falta de amor, sentia falta do que nunca viveu mas sempre quis com fervor. Queria abraços verdadeiros, beijos profundos e um te amo sussurrado ao ouvido. Suplicava ao destino pra lhe mandar sua alma gêmea, queria por que queria um amor jamais vivido. 

Tic. Tac. 
O tempo passou e o amor não chegou. 
Quis tanto que acabou por nunca ter. 
Viveu sem amar. 
Morreu sem viver.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sobre vodka e amor

O amor é algo tão bonito, tão calmo, tão seguro. Uma pena as pessoas terem deixado isso de lado. Querendo ou não viramos uma sociedade sexual, onde a atração, a paixão e o sexo valem mais a pena do que se apegar. Por que vamos nos apegar se ninguém mais presta? Aí que tá. Nós precisamos disso. Quebrar a cara é a razão da vida, porque só assim que aprendemos. Aprendemos o quê? A viver. Será? Olha, são tantas perguntas que eu nem sei como respondê-las.

Tenho essa mania tosca de acreditar em destino e que nada é por acaso. Mania de pensar que se tá ruim agora é porque depois vai ser bom. Aquilo do "há males que vem para o bem". Acreditando que nada é por acaso que penso no futuro e de como serão as coisas se continuarmos a desistir do amor ou do sentir.

Estamos condicionados a não sentir nada, como se sentir fizesse mal, como se fosse uma infecção e só a vodka de todo fim de semana acabasse com esse vírus. 

Eu tô cansando da vodka, do energético e da cerveja. Eu tô querendo sentir de verdade, não quero mais ficar tonta por causa de substâncias, quero ficar tonta de sentir. Quero que a felicidade instantânea que temos durante uma festa, dure mais. Quero uma felicidade real. Quero viver.

Enquanto isso não chega, a gente apela pra vodka, né? É o que tem pra hoje.


Obs: não reparem, eu acho que tô ficando velha, isso sim.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Querer


- Queria.
- Queria o quê?
- O mundo.
- Um dia ele vai ser teu.
- Como sabes?
- Por que eu já tenho o meu.
- E como é?
- É lindo.
- Como eu?
- Exatamente.
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

A Noite

"Hoje, quando acordei, você ainda dormia. Aos poucos, acordando, senti sua respiração leve.
E através dos cabelos que escondiam seu rosto, vi seus olhos fechados e senti uma comoção subindo à garganta. Tive vontade de gritar e acordá-la pois o seu cansaço era profundo e mortal. Na penumbra, a pele dos seus braços e pescoço estava viva e eu a sentia morna e seca.

Queria os lábios nela mas o pensamento de perturbar seu sono e de ainda tê-la em meus braços, me impedia. Preferia tê-la assim, como algo que ninguém tiraria de mim, pois só eu a possuía. Uma imagem sua para sempre. Além do seu rosto, via algo mais puro e mais profundo onde eu me refletia. Eu via você numa dimensão que englobava todo o tempo da minha vida.

Todos os anos futuros e os que vivi antes de conhecê-la, mas já pronto para encontrá-la. Este era o pequeno milagre de um despertar. Sentir pela primeira vez que você me pertencia, não só naquele momento, e que a noite era eterna ao seu lado.

No calor de seu sangue, de seus pensamentos, da sua vontade, que se confundia com a minha. Por um momento, entendi o quanto a amava, Lídia, e foi uma sensação tão intensa que meus olhos se encheram
de lágrimas.

Eu pensava que isso jamais deveria terminar. Que toda nossa vida deveria ser como esse despertar. Senti-la não minha... mas como uma parte de mim. Uma coisa que respira comigo e que nada pode destruir, a não a ser a indiferença de um hábito que considero a única ameaça. Então, você acordou, e sorrindo, ainda adormecida, me beijou e eu senti que não havia nada a temer. Que seríamos sempre como naquele momento, unidos por algo que é mais forte que o tempo e o hábito."


Texto retirado do filme La Notte de Antonioni.

domingo, 21 de abril de 2013

Apenas um desabafo

Quantas história não vivi por medo de agir? Quantas vezes a felicidade tava ali e eu não tive coragem de enfrentá-la? Há dias venho sentindo algo diferente que está mudando a minha essência. Não sei se é o que chamam de ser adulto ou se é apenas uma mudança de ângulo na vida. 

Vida essa que vai mudar daqui um ano, vai ficar pra trás e vai ser apenas uma lembrança. O medo de deixar tudo pra trás é gigantesco, apavorante e encorajador. Talvez eu nunca mais veja as pessoas com quem convivi durante quatro anos de faculdade, talvez algumas continuem na minha vida e outras eu não vou nem lembrar o nome, mas mesmo assim, abandonar tudo é triste, mas um triste bom. Triste bom? E isso existe? Ah, existe. É um triste de uma saudade boa que não irá embora por muito tempo. É o fim de uma era, é o fim da melhor época da minha vida. 

E é pensando assim que tenho feito tudo que vem na minha cabeça. Sem arrependimentos, sem medo do que vão pensar, apenas agindo por impulso e deixando a brisa me levar. Chega de uma vida sem histórias, chega de uma vida sem tentar, daqui pra frente tudo vai mudar. No final da vida só o que teremos são histórias pra contar e pra isso precisamos arriscar sem medo de errar. Vai chegar um momento que a gente vai acertar, aí é só ser feliz e aproveitar.