terça-feira, 25 de junho de 2013

Inço humano

Se tem uma coisa em que o ser humano sabe fazer é a auto sabotagem. Sabemos que é ruim mas vamos atrás mesmo assim. Sabemos que não tem futuro mas continuamos ali. Sabemos que só existem contras mas não paramos de buscar os prós. Depois, quando tudo dá errado, não entendemos o que fizemos pra isso acontecer.

Oras bolas, não conhecem aquilo de cortar o mal pela raiz? É assim que tem que ser. Estamos cientes disso, mas não o fazemos. Ao invés de tirar a raiz da terra, botamos adubo, regamos e esperamos a planta crescer. O problema é que não vai nascer uma flor linda disso, vai nascer um inço que só com veneno pra matar.

É irônico e masoquista.

E eu nunca vou entender por que somos assim: sempre escolhemos o mais difícil.

Incrível.

domingo, 23 de junho de 2013

Sei lá

Quando eu não consigo escrever, é sinal de que tá tudo errado mesmo. Não consigo definir sensações em palavras. Não consigo dizer o que tá certo e o que tá errado. Não consigo nem terminar essa frase direito.

Só sei que eu sinto saudades de uma vida que nunca vou ter.
 

Essa é minha única afirmação pra hoje.

domingo, 16 de junho de 2013

Um desabafo sobre meu complexo

Complexo. Sim, eu o tenho. 


Complexo com algo que aconteceu há dez anos atrás, no dia 28 de setembro de 2002, que esse ano completará onze anos. Desde aquele dia que eu resolvi ir no mercado de bicicleta e um chevete resolveu me atropelar, eu caminho lado a lado a um complexo em especial.

Meu atropelamento resultou em várias cicatrizes pelo corpo, uma delas na perna esquerda, do joelho até o tornozelo. Essa perna quebrou no acidente e eu tinha duas opções: amputar ou fazer um corte pro sangue circular, devido a trombose. A escolha foi óbvia: faz o corte, disse minha mãe. Antes retalhada que perneta, né?

Pois bem.

A quantidade de vezes que já ouvi "poderia ser pior" é enorme. A quantidade de vezes que já ouvi "não liga pra isso" foi absurda. E vocês acham que eu consigo? Não. Quase onze anos e eu não consigo superar, não consigo olhar, não consigo usar shorts na frente de muitas pessoas, nada.

No começo desse ano fui pra praia e consegui usar pois enfiei na minha mente que era hora de uma mudança. Era hora de agradecer a vida, a perna, aos meus vinte e um anos que poderiam não ter chegado.

E sabe o que é mais babaca da minha parte? Não é ligar pras pessoas ou pra o que vão falar. É pensar que nenhum homem vai me amar por eu ser retalhada. Afinal, além de retalhos físicos, eu tenho retalhos emocionais por causa disso tudo. E o meu maior medo é que ninguém me aceite assim.

Bobinha, não?

Na foto: o carinha com a cicatriz mais legal de todas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Só quero paz

Quando uma pessoa passa de ninguém pra alguém. Quando a falta começa a doer. Quando a saudade começa a bater. Quando a vontade começa a crescer. É aí que a gente compra álcool e se livra dessa doença. Amor, agora, vai ser demais pra minha cabeça. Só preciso de férias e que nada aconteça.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Triste realidade

Acredito no poder das pessoas, mas tenho medo do que elas são capazes de fazer. É bonito ver a luta, ir às ruas, mas eu lhes pergunto: quanto vale a nossa vida? Pelo que estamos lutando? A violência vale tudo isso? Não digo que não se deva lutar pois sei que é preciso. É preciso dizer pros lá de cima que do jeito que tá, não tá legal. 

Como sediar eventos mundiais em um país que não tem união? Como passar uma imagem boa desse nosso Brasil, quando nem os moradores estão gostando daqui? E como ganhar essa luta, quando a imprensa manipula e aliena cada vez mais quem não tem acesso a verdade? 

Aliás...
 
O que é verdade? Qual a nossa verdade? 
Quem tá certo? Quem tá errado? 

Só sei que o Brasil não tá valendo nem vinte centavos.

domingo, 9 de junho de 2013

Gigante

Intensidade é meu sobrenome. Faço amigos ontem e já não vivo sem hoje. Beijo em um dia e já quero falar que amo no outro. Isso me confunde, tenho medo de nunca saber quais sentimentos são reais, mas é tão bom ser 8 ou 80. É desgastante, mas é bom. Ficar triste e chorar como se fosse o fim do mundo. Começar a rir e ter ataques de riso. Acordar chata e ser chata pra caramba (por que ser só um pouquinho chata não teria graça). Fazer birra, cismar e "mimimi" até que alguém me dê um tapa e me mande acordar pra vida. 

Eu gosto é do drama, daquela sensação de que tudo pode acabar amanhã. É por isso que sou intensa, é por ter medo da vida, e é sendo intensa que acumulo em mim uma grande bagagem de sentimentos, histórias e pessoas. 

É a intensidade que me faz ser quem eu sou. Não seria possível, como todo esse meu tamanho, eu ter um coração pequeno. 

Eu sou proporcional. Bunda, coração e intensidade: tudo grande. Tudo igual.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Missing you

Eu tenho essa sensação de que não vivemos tudo que tínhamos pra viver. Faltam pedaços, histórias e sentimentos. Não tínhamos o melhor relacionamento do mundo, mas era legal, era importante. Hoje eu sinto falta, eu vejo as outras pessoas tendo isso e eu quero pra mim. Eu as invejo. Sempre que fico nostálgica eu lembro de ti, não tem como não lembrar. É inevitável. Uma saudade de ti e do que a gente não viveu. Uma saudade que não irá embora, que estará sempre presente e que eu aprendi a conviver.  Espero que a gente se encontre algum dia, se não for no fim dessa vida, que seja em outras, mas vai preparando o chimarrão que em algum momento eu sei que vou aí te visitar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Desabafando

Eu sou super imediatista, gosto de tudo pra ontem, mas se tem uma coisa que eu odeio é amor imediatista. Isso não existe. Amor se constrói, querer bem se constrói, gostar se constrói. E é incrível como tem gente que acha um amor em cada esquina. Gente que sofre, que precisa, que se mata se não tiver a pessoa. Os Romeus e as Julietas do século 21. A pior coisa disso é que esses Romeus e essas Julietas têm facebook, twitter, instagram e os caralhos-a-quatro, e eu não sou obrigada a ficar lendo esse amor da vida de vocês. Cada segundo eu preciso limpar o meu monitor de tanto mel que tá saindo da tela. E eu não entendo isso, sabe? Não é recalque não, eu só acho que as pessoas não precisam escancarar o amor. O amor é lindo demais pra ser tratado desse jeito. O amor não precisa de holofotes, curtidas ou compartilhamentos. O amor é de nós pra nós mesmos. Parem de achar que amam depois de um beijo, parem de pensar que fulaninho é o amor da vida de vocês depois da primeira transa. Esperem, o tempo que for, e amadureçam isso, não brinquem com o amor. Se o mundo tá virado desse jeito é por que vocês brincam com os sentimentos como se eles fossem descartáveis e eles não são. Parece que as pessoas não precisam do amor, elas só precisam de alguém, só precisam saber que tem alguém ali e eu, tosca do jeito que sou, fico realmente triste com isso.

Sim, eu sou uma tola e eu ainda acredito no amor. 
E enquanto não o sinto eu fico aqui com meus seriados/livros/filmes, me fazem mais feliz que muita gente.