Saudades da época em que eu acreditava que os bebês vinham
pela cegonha. Demoramos alguns anos para entender que nascemos de uma gozada e,
após entendermos isso, vemos o mundo com outros olhos. Até por que pensar que
nossos pais fazem sexo não é nada divertido, né?
É fato que a partir do momento em que começamos a perguntar
para os mais velhos “O que é sexo?” ,“O que é tesão?”, “O que é masturbação?”,
nos tornamos seres sedentos e curiosos pela arte da penetração, do prazer e das
novas experiências. Há quem se faz de bobo, não fala sobre o assunto, tem
vergonha... Mas no fim das contas, sempre viramos animais selvagens na hora do
vai-e-vem.
“Broxei”, “Abre mais”, “Opa, buraco errado”, a maioria das
pessoas já passou por situações do gênero, mas têm vergonha de admitir certos constrangimentos
e/ou prazeres sexuais. Lembremos que
existem as mais variadas situações e os fetiches mais loucos na vida de cada
pessoa. A sociedade precisa parar de impor limites e regras no prazer.
Há quem ame sexo ao ar livre, outros tem uma praticam o Kama
Sutra inteiro, alguns gostam de chupar pés, outros são mais clássicos ficando
apenas no frango assado e era isso. É preciso admitir que nós somos seres
sexuais e que precisamos disso pra aliviar os estresses da vida.
Afinal, nada melhor, após um dia ruim, do que um orgasmo
daqueles, certo?
Então lhes pergunto: por que ter vergonha de falar sobre
isso? Nós somos fruto disso, não tem por que evitar, fugir ou se privar do ato.
O sexo é feio? É. É sujo? É. Fede? Sim. E é isso que faz ele tão bom. Dentro de
um quarto, entre duas pessoas (três, quatro...) vale tudo. A moral é sentir prazer,
sem tabu e sem vergonha. Faça o que te satisfaz. Se inspirar naquela
pornochanchada e partir pro abraço, pro beijo e pro algo a mais. Afinal, transar
e gozar é só começar. Ah, e quando não tiver ninguém, lembre-se: nossas mãos
servem pra muita coisa.
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