terça-feira, 5 de maio de 2015

Menos pior

A água quente saia dos meus olhos involuntariamente. Eu não queria chorar, mas saia de uma forma constante e impulsiva. Era como se meu corpo quisesse gritar algo pra mim, quisesse por pra fora uma angústia que eu nem sabia que tinha. Uma sensação de sufocamento no peito. Um calor subindo dentro de mim e se transformando em lágrimas. A falta de ar. A vontade de gritar. A vontade de ir pra longe. Avontade de não existir mais. Tudo simultâneo e eu sem saber controlar. Trancada no quarto por entre cobertas e escuridão, tentando suportar sozinha, tentando não pedir ajuda, afinal, quem aguenta? Quem entende? Quem quer carregar esse fardo comigo? Na realidade, ninguém. Ninguém tem paciência e saco pra isso. E por isso eu guardo, finjo, sorrio e aceno. E tento continuar. Um dia após o outro.

Hoje foi menos pior que ontem e espero que essa constante perdure.
Amém.

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