domingo, 5 de janeiro de 2014

Vomitei

Eu não gosto de colocar sentimentos ruins no mundo, mas pela primeira vez na vida eu me encontro desejando a infelicidade de alguém. Eu não consigo entender como alguém que foi tão falso, que usou outro ser humano, que foi egocêntrico e egoísta consegue/merece ser feliz. Não tem nexo, sabe? Se eu tivesse feito todas essas coisas eu não conseguiria dormir em paz, entende? Eu não quero sentir isso, me faz mal, me sufoca, mas como aceitar que alguém que acha que faz o bem pro mundo, faz tão mal pra mim e não vê isso? Não se importa? Se queres pagar de santo, não sejas o diabo por trás.

Eu não mereço isso que tô sentindo, não depois de ter feito nenhum mal.

É difícil aceitar que eu causo repulsa em alguém, que a pessoa não consegue nem ficar do meu lado, que precisa sair do ambiente quando eu chego.

O que eu te fiz? Sério mesmo, o que diabos eu te fiz?

Eu não sei se pergunto isso pra ele ou pra vida... Só sei que tá foda aceitar tudo isso.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

2013

Nesse ano eu aprendi muitas coisas. Aprendi que as pessoas estão de passagem na minha vida, assim como eu estou de passagem na delas e não adianta querem que tudo volte a ser como já foi um dia. Aprendi que não adianta se estressar, quando algo não dá certo é por que não era pra dar. Aprendi a admitir erros, a cobrar erros alheios e a perceber que, algumas vezes, ninguém tem culpa, as coisas são como tem que ser. Aprendi que o que eu quero talvez não seja o que eu preciso, e que as coisas aparecem na nossa vida no momento que precisam aparecer. Aprendi que aquele ditado "não corra atrás das borboletas, cultive seu jardim que elas virão até você" é uma das únicas verdades absolutas num mundo onde não existem muitas verdades absolutas. Aprendi que não se pode forçar alguém a gostar de ti, no sentido que for, e que é preciso aceitar isso, não é possível agradar a todos. Aprendi a lutar contra monstros que habitam minha própria mente e a sobreviver a isso.. Aprendi que uma paixão só se supera com outra paixão, que isso se torna um ciclo vicioso, quase impossível de sair, e que algumas paixões demoram um pouco pra ir embora. Aprendi a aceitar visões de mundo diferentes da minha e a aceitar tudo que já aconteceu na minha vida, se não tivesse acontecido, eu não seria eu. Aprendi que, numa certa hora, a gente vira independente e passa a ser dono do próprio nariz. Aprendi que a família estará ali pra sempre, mas que eu devo seguir minha vida e minha intuição.

Aprendi que se arrependimento matasse, eu já estaria na minha décima vida, e que se eu pudesse começar o ano de novo, faria uma imensidão de coisas diferente. Aprendi que não adianta sempre fazer o bem, algumas pessoas simplesmente não vão se importar e é preciso saber filtrar quem merece o meu bem e quem não merece. Aprendi que o mal do mundo é o egoísmo e a insegurança, e que ninguém mais sabe sentir algo verdadeiro, as pessoas mudam, e precisam de ti, quando convém. Aprendi que muitas vezes eu não serei reconhecida pelo que faço e que, mesmo assim, não posso desistir, a recompensa há de vir. Aprendi que ciúmes não se controla, muito menos gostar de alguém.

Aprendi, e ainda estou aprendendo, a me dar valor, a me amar (quem me conhece sabe o quanto isso é difícil) e entendi, finalmente, que algumas pessoas não valem a pena, mesmo eu tentando encaixá-las na minha vida, por não saber deixar pra lá. Aprendi que o verso de uma música que diz assim ''a carne é fraca, coração é vagabundo e, mesmo assim, ainda bebo" é a maior realidade. Aprendi que eu vou chorar e achar que minha vida acabou várias vezes durante o ano, por motivos bestas e que não tem coerência. Aprendi que esses momentos passam e que amigos estão aí pra te ajudar a superar tudo. Aprendi a mudar de opinião sobre as coisas e me transformar de anti-algo a defensora desse algo. Aprendi, enfim, que dos momentos mais absurdos surgirão as coisas mais importantes e que é preciso dar valor a cada acontecimento da nossa vida, a cada pessoa, a cada riso, a cada choro, a cada abraço, a cada beijo, a cada sexo. Isso tudo pode acabar amanhã.

Que 2014 me surpreenda positivamente, só isso.

Feliz natal e ano novo pra quem leu até aqui.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Two minutes

Some, cara. Sai daqui. Eu não quero saber da tua vida e não quero que tu te interesses pela minha. Finge que eu não existo. Me esquece. Me apaga da tua história.

Dois minutos depois.

Pensando bem... Volta? Te espero aqui se for preciso. Não é que eu não te queira mais. Não sei. Tô meio confusa, mas não vai embora. Fica aqui. Por favor.

Dois minutos depois.

Eu não te mandei sumir? O que tá fazendo aqui ainda? Tu realmente achas que te quero aqui? Não é que eu não te queira bem, eu apenas não te quero mais. Vaza.

Dois minutos depois.

Espera... tu ainda pensas em mim? Assim, lá de vez em quando? É que sabe... Eu penso em ti as vezes, aí rolou essa curiosidade de saber se eu ainda ando por aí contigo.

Dois minutos depois...

(looping infinito)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Timing

Uma coisa que me tira o sono é: se fosse em outra época teria dado certo? Por que algumas pessoas entram na tua vida em um determinado tempo e não em outro? Quem comanda isso? Existe um comando? O timing da vida é o que mais fode com nós. E é nesses momentos que o famoso "E se..." vem na cabeça. E se fosse agora e não há um ano atrás? Será que teria valido a pena? Na medida em que amadurecemos, percebemos coisas óbvias que, no passado, não conseguíamos ver. E é nessas horas que aquilo que eu ouvia quando criança de "se eu soubesse as coisas quando tinha tua idade..." faz total sentido. Como faz pra voltar no tempo e fazer tudo de novo, com a visão que eu tenho agora? Como eu queria que o vira-tempo da Hermione existisse de verdade.


sábado, 16 de novembro de 2013

Desabafos de um tédio

Eu acho tão triste viver em um mundo em que se apegar é quase um crime inafiançável. Onde já se viu um negócio desses? Ter que pedir desculpas por gostar de alguém? Se sentir um monstro por ter um coração bom? Mas que bela bosta é essa? Vocês têm problema? Eu não consigo entender. Como se fosse feio ter sentimentos. A única coisa que passa na minha cabeça é um grande ponto de interrogação. Eu devo estar conhecendo as pessoas erradas, achando que são as certas. Em que coisa eu fui me meter, vida? Tu tava sabendo disso? Não me avisou por que, sua infeliz? Como eu queria que existissem avisos de "cilada" na cara das pessoas. É muito ruim se enganar, pensar que a pessoa seria mil vezes diferente do que é/foi. Eu não consigo definir o que eu sinto agora e, não, não tenho vergonha de falar sobre tudo isso, muito menos de postar isso publicamente. Sou sincera, intensa e não tenho medo de ser quem eu sou. Ou vou ter que pedir desculpas pela minha personalidade também? Só o que me faltava, né?

Vão chupar um prego. Obrigada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É só começar



Saudades da época em que eu acreditava que os bebês vinham pela cegonha. Demoramos alguns anos para entender que nascemos de uma gozada e, após entendermos isso, vemos o mundo com outros olhos. Até por que pensar que nossos pais fazem sexo não é nada divertido, né? 


É fato que a partir do momento em que começamos a perguntar para os mais velhos “O que é sexo?” ,“O que é tesão?”, “O que é masturbação?”, nos tornamos seres sedentos e curiosos pela arte da penetração, do prazer e das novas experiências. Há quem se faz de bobo, não fala sobre o assunto, tem vergonha... Mas no fim das contas, sempre viramos animais selvagens na hora do vai-e-vem.


“Broxei”, “Abre mais”, “Opa, buraco errado”, a maioria das pessoas já passou por situações do gênero, mas têm vergonha de admitir certos constrangimentos e/ou prazeres sexuais.  Lembremos que existem as mais variadas situações e os fetiches mais loucos na vida de cada pessoa. A sociedade precisa parar de impor limites e regras no prazer.


Há quem ame sexo ao ar livre, outros tem uma praticam o Kama Sutra inteiro, alguns gostam de chupar pés, outros são mais clássicos ficando apenas no frango assado e era isso. É preciso admitir que nós somos seres sexuais e que precisamos disso pra aliviar os estresses da vida.


Afinal, nada melhor, após um dia ruim, do que um orgasmo daqueles, certo?


Então lhes pergunto: por que ter vergonha de falar sobre isso? Nós somos fruto disso, não tem por que evitar, fugir ou se privar do ato. O sexo é feio? É. É sujo? É. Fede? Sim. E é isso que faz ele tão bom. Dentro de um quarto, entre duas pessoas (três, quatro...) vale tudo. A moral é sentir prazer, sem tabu e sem vergonha. Faça o que te satisfaz. Se inspirar naquela pornochanchada e partir pro abraço, pro beijo e pro algo a mais. Afinal, transar e gozar é só começar. Ah, e quando não tiver ninguém, lembre-se: nossas mãos servem pra muita coisa.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Here

Oi, tudo bem? Não, não precisa falar nada, só queria dizer que tô aqui. Assim, não que tu se importe, mas eu tô aqui, tá? De carne, osso e alma. Aqui. Parada. Plantada. Esperando tu agir. Não, não fala, deixa eu falar. Falar que eu tô aqui. Por ti. Por mim. Por nós. Não, espera, calma... eu não preciso da tua voz, eu preciso das tuas ações. Senta aí e me olha, me nota, me toca. Eu tô aqui, não tô? Então aproveita. Eu não quero ter que ir embora. Eu tô aqui, agora. Por favor, não me deixa partir ou não me parta ao meio, como tu preferir.