segunda-feira, 18 de março de 2013

Ainda há esperanças



“Não sei sobre o que escrever” foram as primeiras palavras do novo diário. Ela não tinha ideia de como se sentia, do que queria, do que esperava da vida. Ela apenas queria alguma coisa. A vida andava tão parada que qualquer coisa seria útil. 

Pensou no dia que derrubou café na própria roupa, mas logo desistiu de escrever sobre, nem o diário se interessaria por aquilo.

Fitou o teto do apartamento, algumas aranhas viviam por ali, pensou em escrever sobre as aranhas, logo desistiu também. Não era possível que aranhas, teias e sujeiras estavam mais interessantes que sua própria vida.

Continuou encarando as seis palavras escritas e botou um ponto final. Aquilo tinha que acabar. A vida deveria mudar. A vida, o lugar, as pessoas, a faculdade, tudo. Era hora de mudar de página e ter histórias pra contar, não apenas um sentimento de vazio, um sentimento de nada.

O amanhã teria que ser melhor.

O amanhã vai ser melhor.

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