“Não sei sobre o que escrever” foram as primeiras palavras
do novo diário. Ela não tinha ideia de como se sentia, do que queria, do que
esperava da vida. Ela apenas queria alguma coisa. A vida andava tão parada que
qualquer coisa seria útil.
Pensou no dia que derrubou café na própria roupa,
mas logo desistiu de escrever sobre, nem o diário se interessaria por aquilo.
Fitou o teto do apartamento, algumas aranhas viviam por ali,
pensou em escrever sobre as aranhas, logo desistiu também. Não era possível que
aranhas, teias e sujeiras estavam mais interessantes que sua própria vida.
Continuou encarando as seis palavras escritas e botou um
ponto final. Aquilo tinha que acabar. A vida deveria mudar. A vida, o lugar, as
pessoas, a faculdade, tudo. Era hora de mudar de página e ter histórias pra
contar, não apenas um sentimento de vazio, um sentimento de nada.
O amanhã vai ser melhor.
Me identifiquei! Escrever sobre não ter sobre o que escrever: quem nunca?
ResponderExcluirSempre ahhahaha
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