Quando eu entrei em depressão, há seis, sete, anos atrás, uma psiquiatra me disse pra escrever toda vez que eu estivesse mal, que isso me acalmaria. Vou tentar essa prática hoje.
Ter história de depressão é uma bagagem muito forte pra levar nas costas, machuca, dói, pesa. Mas o maior problema é que não existem muitas pessoas capazes de ajudar a levar essa bagagem junto. Pouquíssimas pessoas te aceitam com esse problema e isso faz com que a quantidade de amigos que eu tenha seja minúscula.
Leiam bem: amigos.
Conhecidos eu tenho muitos, esses que me acham divertida, engraçada, maluca, entre outras coisas. Mas amigos? Que me querem por perto? Ah, isso não fecha uma mão.
Sentir ou ter depressão, não aguentar e ter que chorar, não importando o lugar que esteja, é difícil de lidar. Há quem diga que é FALTA DE LAÇO, mas não se preocupem, eu apanhei muito quando criança. Muito mesmo. Talvez isso reflita também no que sinto atualmente.
Se eu fico com vergonha de publicar este tipo de coisa? Não. Eu parei de ter vergonha disso. Não é vergonhoso ser triste, vergonhoso é esconder a tristeza. É gritar pro mundo que tem a vida perfeita, quando não é verdade. Prefiro sem sincera e escancarar meu jeito, do que fingir ser o que não sou.
Eu só queria que a sensação de ser descartável pras pessoas passasse. Eu só queria me sentir importante pra mais pessoas além da minha família. Me sentir útil no mundo.
Só isso.
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