Camila acordava tarde todo dia, de cabeça cheia e barriga vazia. Os sonhos transbordavam pelos poros. Sonhos que ela não queria esquecer. Todo dia ao acordar, escrevia tudo que havia sonhado. Ao ser questionada sobre isso a resposta era um simples: vai que... né? E era nesse ritmo que ela levava a vida. Não sofria de ansiedade, de medos e muito menos de timidez, sua vida era um grande vai-que-né. Camila dizia que não adianta esperar a sorte bater na porta, o amor aparecer na próxima rua ou o dinheiro cair do céu, era preciso apostar, arriscar e acreditar. "Sem nenhuma dessas três coisas a vida não tem graça", ela falava isso sempre, como se fosse uma verdade absoluta. As pessoas riam dela e caçoavam, diziam: que coisa de gente sonhadora, põe esses pés no chão. Pés no chão? Ela queria é pular de para-quedas, ver o mundo de cabeça pra baixo, aloprar. A vida é uma só, pra que esperar?
Aposte, arrisque e acredite, vai que... né? A sorte pode não bater na porta, o dinheiro com certeza não vira do céu, mas o amor pode aparecer em qualquer lugar. Vai que dá certo? Não custa nada tentar. Um simples vai-que-né pode te levar a mil lugares e, acredite, até fazer apaixonar.
(Obs: eu tenho mania de rimar)

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