Uma coisa que me tira o sono é: se fosse em outra época teria dado certo? Por que algumas pessoas entram na tua vida em um determinado tempo e não em outro? Quem comanda isso? Existe um comando? O timing da vida é o que mais fode com nós. E é nesses momentos que o famoso "E se..." vem na cabeça. E se fosse agora e não há um ano atrás? Será que teria valido a pena? Na medida em que amadurecemos, percebemos coisas óbvias que, no passado, não conseguíamos ver. E é nessas horas que aquilo que eu ouvia quando criança de "se eu soubesse as coisas quando tinha tua idade..." faz total sentido. Como faz pra voltar no tempo e fazer tudo de novo, com a visão que eu tenho agora? Como eu queria que o vira-tempo da Hermione existisse de verdade. quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Timing
Uma coisa que me tira o sono é: se fosse em outra época teria dado certo? Por que algumas pessoas entram na tua vida em um determinado tempo e não em outro? Quem comanda isso? Existe um comando? O timing da vida é o que mais fode com nós. E é nesses momentos que o famoso "E se..." vem na cabeça. E se fosse agora e não há um ano atrás? Será que teria valido a pena? Na medida em que amadurecemos, percebemos coisas óbvias que, no passado, não conseguíamos ver. E é nessas horas que aquilo que eu ouvia quando criança de "se eu soubesse as coisas quando tinha tua idade..." faz total sentido. Como faz pra voltar no tempo e fazer tudo de novo, com a visão que eu tenho agora? Como eu queria que o vira-tempo da Hermione existisse de verdade. sábado, 16 de novembro de 2013
Desabafos de um tédio
Eu acho tão triste viver em um mundo em que se apegar é quase um crime inafiançável. Onde já se viu um negócio desses? Ter que pedir desculpas por gostar de alguém? Se sentir um monstro por ter um coração bom? Mas que bela bosta é essa? Vocês têm problema? Eu não consigo entender. Como se fosse feio ter sentimentos. A única coisa que passa na minha cabeça é um grande ponto de interrogação. Eu devo estar conhecendo as pessoas erradas, achando que são as certas. Em que coisa eu fui me meter, vida? Tu tava sabendo disso? Não me avisou por que, sua infeliz? Como eu queria que existissem avisos de "cilada" na cara das pessoas. É muito ruim se enganar, pensar que a pessoa seria mil vezes diferente do que é/foi. Eu não consigo definir o que eu sinto agora e, não, não tenho vergonha de falar sobre tudo isso, muito menos de postar isso publicamente. Sou sincera, intensa e não tenho medo de ser quem eu sou. Ou vou ter que pedir desculpas pela minha personalidade também? Só o que me faltava, né?Vão chupar um prego. Obrigada.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
É só começar
Saudades da época em que eu acreditava que os bebês vinham
pela cegonha. Demoramos alguns anos para entender que nascemos de uma gozada e,
após entendermos isso, vemos o mundo com outros olhos. Até por que pensar que
nossos pais fazem sexo não é nada divertido, né?
É fato que a partir do momento em que começamos a perguntar
para os mais velhos “O que é sexo?” ,“O que é tesão?”, “O que é masturbação?”,
nos tornamos seres sedentos e curiosos pela arte da penetração, do prazer e das
novas experiências. Há quem se faz de bobo, não fala sobre o assunto, tem
vergonha... Mas no fim das contas, sempre viramos animais selvagens na hora do
vai-e-vem.
“Broxei”, “Abre mais”, “Opa, buraco errado”, a maioria das
pessoas já passou por situações do gênero, mas têm vergonha de admitir certos constrangimentos
e/ou prazeres sexuais. Lembremos que
existem as mais variadas situações e os fetiches mais loucos na vida de cada
pessoa. A sociedade precisa parar de impor limites e regras no prazer.
Há quem ame sexo ao ar livre, outros tem uma praticam o Kama
Sutra inteiro, alguns gostam de chupar pés, outros são mais clássicos ficando
apenas no frango assado e era isso. É preciso admitir que nós somos seres
sexuais e que precisamos disso pra aliviar os estresses da vida.
Afinal, nada melhor, após um dia ruim, do que um orgasmo
daqueles, certo?
Então lhes pergunto: por que ter vergonha de falar sobre
isso? Nós somos fruto disso, não tem por que evitar, fugir ou se privar do ato.
O sexo é feio? É. É sujo? É. Fede? Sim. E é isso que faz ele tão bom. Dentro de
um quarto, entre duas pessoas (três, quatro...) vale tudo. A moral é sentir prazer,
sem tabu e sem vergonha. Faça o que te satisfaz. Se inspirar naquela
pornochanchada e partir pro abraço, pro beijo e pro algo a mais. Afinal, transar
e gozar é só começar. Ah, e quando não tiver ninguém, lembre-se: nossas mãos
servem pra muita coisa.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Here
Oi, tudo bem? Não, não precisa falar nada, só queria dizer que tô aqui. Assim, não que tu se importe, mas eu tô aqui, tá? De carne, osso e alma. Aqui. Parada. Plantada. Esperando tu agir. Não, não fala, deixa eu falar. Falar que eu tô aqui. Por ti. Por mim. Por nós. Não, espera, calma... eu não preciso da tua voz, eu preciso das tuas ações. Senta aí e me olha, me nota, me toca. Eu tô aqui, não tô? Então aproveita. Eu não quero ter que ir embora. Eu tô aqui, agora. Por favor, não me deixa partir ou não me parta ao meio, como tu preferir.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Platônico
Eu sempre tive amores platônicos e sempre soube lidar bem com eles. Querer alguém que nem sabe teu nome. Gostar de alguém de longe, bem quietinha, no meu canto. Logo, quando acontece o contato físico, eu não sei como agir. Surge um sentimento de possessividade que tu não sente quando gosta platonicamente. Tu já sentiu o beijo, o corpo, o cheiro e já se apegou em todas essas coisas. Agora me digam, como não criar essa sensação de querer só pra ti? Como fugir desse sentimento que te corrói por dentro? Que te deixa ansiosa, angustiada, cansada e que te faz virar uma personagem principal de novelas mexicanas? Como voltar a ser um ser humano normal?
Quando eu só queria platonicamente alguém, eu reclamava porque queria sentir a pessoa. Agora que sinto, quero voltar pro platonismo.
Afinal, antes platônico do que não correspondido.
Quando eu só queria platonicamente alguém, eu reclamava porque queria sentir a pessoa. Agora que sinto, quero voltar pro platonismo.
Afinal, antes platônico do que não correspondido.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Realidade Paralela
Essa noite, voltando a pé da faculdade, olhei, de relance, pra dentro de duas casas. Em ambos lugares, vi famílias conversando enquanto jantavam. Foi então que me dei conta que minha maior tristeza não é ser gorda, ter cicatrizes ou não ter alguém que me ame. A angústia que eu sinto, e que não sei explicar, é frustração. Não ter isso que essas pessoas têm. "Mas, Letícia, tu moras sozinhas, é óbvio que vais sentir isso", voltar pra solidão do meu apartamento é uma coisa, eu sei que aqui vivo sozinha, no meu mundinho e na minha sujeira. O atrito é, ao voltar pra minha cidade, eu não ter a família dita ideal pela sociedade. As pessoas não sabem como eu as invejo quando comentam: "vou viajar com a minha família nas férias". Eu não tenho isso e eu me odeio por não aceitar a minha realidade. Sei que muitos vivem realidades parecidas com a minha e gostaria de entender como eles aceitam isso de maneira com que não os corroa por dentro.
Há semanas que não chorava.
Hoje chorei de saudade de uma vida que nunca terei.
Há semanas que não chorava.
Hoje chorei de saudade de uma vida que nunca terei.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Apertem os cintos
Tenho andado distraída, impaciente e indecisa. Esperando uma vida que não é minha. Pedindo por coisas que eu acho que preciso, mas sei que não necessito. Correndo atrás de pessoas que não valem o meu estresse e, muito menos, a minha angústia. Rebaixando-me em busca de uma vontade que eu não consigo saciar e que eu ainda não descobri do que é. Eu tento definir o que eu vejo, quero e sinto, mas as três coisas se embaçam, me deixando com uma visão turva do mundo, sem poder enxergar com clareza os sinais que o destino me manda. Que meus olhos não me deixem na mão, pois se eu tiver que ser guiada pelo meu coração, só digo uma coisa: apertem os cintos.
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